Eliane Pisani Leite

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Desde o início dos tempos, a figura do homem ocupa um papel significativo na sociedade.

Sempre ouvimos dizer que homens são seguros, decididos, fortes, corajosos, frios, auto-suficientes, agressivos, mantenedores de famílias e que não choram. É verdade, porém, que na contemporaneidade esses estigmas já estão ultrapassados, pois todos sabemos que nos nossos dias a maioria das mulheres trabalham fora, muitas são arrimos de famílias, são empresárias e chefiam homens.

Durante muito tempo se acreditou que o homem levava uma grande vantagem por ser a fortaleza que costuma aparentar. Estudos psicanalíticos recentes, contudo, mostram que a obrigação de se enquadrar nessa imagem de super-herói tem sido, na verdade, a grande fonte de angústia masculina. Isso não significa uma crise dos tempos modernos. O fardo da onipotência vem sendo carregado pelos homens através dos séculos – embora o aumento da competitividade tenha agravado o problema.

A ciência tem demonstrado muito interesse nos estudos realizados com o gênero masculino. Até meados do ano de 2.001 as pesquisas mostravam que o sexo masculino liderava as estatísticas mundiais de suicídio, de mortes violentas, de envolvimento com álcool. De cada quatro dependentes de drogas em todo o mundo pesquisas mostraram que três eram homens.

Eles vivem em média dez anos menos que as mulheres. Eram os homens os mais acometidos por doenças cardiovasculares, embora esse dado deva ser analisado, pois atualmente com a dupla jornada de trabalho feminino esses resultados podem estar sofrendo alterações.

Se analisarmos a literatura atual, veremos que é cada vez maior o número de publicações que analisam a psicologia masculina.

Com a liberação sexual, o leque que se abriu em formas de união entre homens e mulheres, bem como a nova forma de namoro “breve” e sem comprometimento que é chamado no meio jovem de “FICAR”, sem falar que em muitas cidades há um número maior de mulheres que homens, a maior dificuldade para compreender o drama do universo masculino, é que eles vestiram com tamanha competência a camisa de auto-suficiência que não conseguem pedir ajuda.

O comportamento masculino de omitir suas necessidades mais íntimas em prol ao enquadramento social que se coloca, torna o homem muito mais suscetível aos problemas de saúde e emocionais.

A compreensão de que não precisam desempenhar todos os papéis para os quais foram programados, deixarem um pouco de lado a rigidez consigo mesmos, se dando ao luxo de pequenos prazeres, bem como cultivar a humildade de serem passíveis de falhas humanas, que podem aceitar sem vergonha suas fragilidades, reconhecendo-as para conseguir lidar com elas conscientemente, ajudará o homem a perceber que é possível ter uma nova vida familiar, social e profissional muito mais agradável e saudável.

 

Eliane Pisani Leite

Psicóloga, Psicopedagoga, Acupunturista, Terapeuta Floral e Escritora

e-mail: pisani.leite@terra.com.br

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