

Esta obra tem como objetivo esclarecer dúvidas, bem como oferecer orientações e esclarecimentos a respeito de situações e ocorrências do dia a dia com a educação e criação de nossas crianças.
A autora procura abordar os mais variados temas, como por exemplo: depressão infantil, acupuntura e infância, dislexia, hiperatividade, a escolha do nome; a chegada do irmãozinho, quando os pais se separam, clonagem humana entre outros.
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A dura tarefa que cabe a nós Psicólogos, quando o assunto é Orientação de Pais e Educadores, tem sido muito discutida e motivo de diversos debates. Uma vez que nos últimos anos a família tem passado por transformações cada vez mais difíceis de serem digeridas por todos os membros da mesma, o qual inclui pais, avós, tios e outros parentes.
Quando nos referimos ao termo Família, precisamos parar e repensar no contexto e ampliação que o termo envolve. A pergunta elucida as seguintes questões: “A família compreende em: pai e filho?; mãe e filho?; avós e neto?; pai, mãe e filho?; casal homo ou heterossexual?, e por aí a fora”.
Diante do cenário da atual constelação familiar, nossa tarefa torna-se mais complexa, porém desafiadora aos nossos tempos.
Podemos começar falando sobre a maternidade. Nos tempos atuais a mulher tem a opção de fazer uma escolha consciente e livre se deseja ter um filho numa produção independente ou não, quando opta pela união a um parceiro e deseja formar uma família nos moldes tradicionais, não pode esquecer de contar com a presença do destino que ira ditar se esta união será ou não, por longos anos ou para a vida toda. Ainda assim uma mulher tem o poder de tomar uma decisão. Algumas têm ainda o livre arbítrio de decidir por uma gestação sem comunicar ao parceiro, dessa forma satisfazendo sua necessidade pessoal de procriar, porém cometendo um grave erro com relação ao seu papel social. Nestes casos o conflito familiar pode estar se desencadeando antes mesmo desta criança ter nascido, isso acontece pelo fato do pai sentir-se traído em sua confiança pela parceira, automaticamente as coisas não foram programadas e nem esclarecidas com antecedência. Não sabemos os motivos que esse parceiro tinha para não querer esse filho naquele momento, isso só ele pode dizer, e ás vezes seus motivos são muito coerentes não justificando a paternidade no momento.
O exemplo citado acima serve apenas para elucidar formas de se constituir famílias nas quais poderão desencadear problemas futuros para os filhos.
Hoje em dia as mães estão muito preocupadas com os erros que podem cometer, dessa forma deixando de viver o prazer da maternidade e não se fortalecendo para lidar com os inúmeros problemas do dia-a-dia. Esse medo muitas vezes gera insegurança maior para a mãe, fazendo com que tome medidas algumas vezes insensatas perante os filhos, gerando uma atmosfera de tensão para todos envolvidos.
Toda mãe precisa construir uma identidade segura para poder educar, deve estar atenta a seus verdadeiros sentimentos em relação aos filhos, aceitando esses sentimentos , mesmo que algumas vezes pareçam contrários à criança, o que não significa que serão prejudiciais ao filho. Torna-se sim necessário, que reconheça suas falhas e busque meios para superá-las.
Aprendendo a compreender o universo infantil, sempre será mais fácil, a “complexa” tarefa de educar.
Podemos ter em mente alguns conceitos que servirão de base para os impasses da rotina familiar. São eles:
Educar é respeitar a fase do desenvolvimento da criança, para que isso seja bem sucedido é importante conhecer as fases do desenvolvimento da criança, aprendendo assim quais as características de cada estágio, ciente desse processo fica mais fácil fazer um planejamento com regras de disciplina que possam ser almejadas em longo prazo.
Educar é respeitar a individualidade da criança. Toda regra estabelecida na educação, deve ser aplicada levando-se em conta a situação específica do momento, vejo aqui uma das maiores dificuldades dos pais na educação, pois acabam por ficarem confusos ao se depararem com situações não previsíveis às quais as regras pré-estabelecidas não se enquadram no momento. Nestas situações faz-se necessário o uso do bom senso e discernimento para avaliar com clareza o fato ocorrido e dessa forma tomar medidas plausíveis para contornar o problema em questão.
Educar é respeitar o ritmo da criança, como também o momento do seu desenvolvimento. É necessário muitas vezes aguardar que a própria criança desenvolva estruturas para superar algumas de suas dificuldades, evitando assim tomar postura de resolver situações pela criança, não deixando espaço para que ela própria adquira tais experiências. O melhor que os pais podem fazer nesse momento é mostrar-se tranqüilos, receptivos e oferecendo apoio se solicitado.
Educar é conviver com a criança, caminhar a seu lado e não por ela, pode sim oferecer seu exemplo que é uma das melhores formas de ensinar, e nunca esquecer que para educar é necessário tempo para dar dedicação e amor.
Os negócios e o trabalho da mulher, hoje tem deixado pouco tempo para a dedicação à família, principalmente aos filhos. Com tanto corre-corre, é muito comum ouvir queixas por parte dos filhos com relação à ausência da mãe, isso quando a criança tem idade para poder expressar o que sente.
Eliane Pisani Leite
Psicóloga, Psicopedagoga, Acupunturista, Terapeuta Floral e Escritora
e-mail: pisani.leite@terra.com.br
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